Resgatando Nossa História
Bairro Santo Antônio
Aos 20 dias do mês de janeiro de 1942, chega neste lugar o Capitão Enéas Mineiro de Souza com sua esposa Maria Aparecida (dona Neném), ocasião esta em que acontecia a tradicional festa religiosa de São Sebastião no bairro Sapé, momento em que acontecia o mordomo e a levantada do mastro, tradição esta que pendura até hoje.
Não mais no bairro Sapé como antes, porém no centro da cidade. Este fato marcou de forma decisiva a organização política-social de um povoado que mais tarde se transformaria de fazenda Burarama, para cidade, de Capitão Enéas, denominada carinhosamente de cidade das avenidas. Provisoriamente o Capitão se instalou no chalé ali mesmo no bairro Sapé, até se fixar em residência definitiva.
É certo dizer que nossa história não começou naquele 20 de janeiro, sendo que, pessoas importantes e determinadas aqui já viviam e tinham grandes projetos que mais tarde foram concretizadas como veremos a seguir.
Em Junho de 1943, o senhor Adão da Rocha Pinto que sempre foi um homem dinâmico, de muita iniciativa, coragem, garra, e quando toma uma decisão bem ou mal vai até o fim. Impulsionado pela idéia de organizar povoados e uma visão bastante ampla de progresso, idealiza e efetiva a construção do bairro Santo Antônio, nome originado por concretizar a idéia no mês de junho véspera de fogueiras, em homenagem a Santo Antônio e também por acreditar que fosse um nome de forte expressão.
As terras do bairro Santo Antônio que era de propriedade do senhor Adão da Rocha se constituiu em bairro a partir do seu desejo de organizar aquela comunidade. Alguns lotes foram doados, outros foram vendidos.
Para tal organização foi fundamental a colaboração de grandes nomes como o senhor José Araújo, conhecido atualmente por Zé Beba, e sua esposa dona Noeme, que além de outros serviços arborizou as ruas. Geraldo de Vital, Chico Salu, Chiquinha pé branco, Maiadinha, Roque, Anizio com sua esposa dona Augusta, João Carreiro, dona Genera, Amélia e João Vaqueiro com sua esposa dona Lita. Entre os primeiros comércios podemos destacar João Cordeiro, Corujinha, José Queiroz e Antonio Roberto. Manoel da Paraíba e seu Arnaldo participaram desta história na confecção de móveis, cancelas e outros objetos em suas marcenaria e serralheria que foram as primeiras da cidade.
Narrativa: José Beba, Dona Noeme, Dona Genera, Corujinha, Adão da Rocha.
Parte I do texto. Documentado por Rita de Cássia, Edht Pimenta.
